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Kennedy Barros chama previdências municipais de “bomba” e alerta para atrasos

O conselheiro chegou a declarar que se fosse deputado federal, já teria apresentado um projeto retornando todas as previdências municipais à nacional

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 Foto: Divulgação / TCE Piauí

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), conselheiro Kennedy Barros, defendeu o fim dos sistemas de previdências municipais e alertou para os efeitos negativos que os gestores municipais terão em pouco tempo no Piauí.  Ele comentou que os municípios precisam voltar à previdência nacional porque não terão condições de pagar os beneficiários dentro de pouco tempo.

O conselheiro chegou a declarar que se fosse deputado federal, já teria apresentado um projeto retornando todas as previdências municipais à nacional. “São uma bomba de efeito retardado. Já tem até prefeito retirando recursos do Orçamento para pagar seus aposentados porque a arrecadação é insuficiente”, afirmou.

Kennedy Barros fez as declarações durante a Jornada do Conhecimento e Auditoria Itinerante que aconteceu em Parnaíba na semana passada. O presidente do TCE Piauí enalteceu o papel da Corte de Contas na fiscalização de licitações e mudança de perfil do tribunal.

“Hoje, os tribunais acompanham as licitações, a execução dos contratos ao mesmo tempo em que eles estão em andamento, fazem auditorias e fiscalizações ordenadas, pois assim não se permitem desvios e se protege o próprio gestor na medida em que ele não pode ser responsabilizado por eventuais erros anteriores. E quem ganha também é a população com as obras e serviços que são demandados e atendidos”, declarou.

Ele disse ainda que não se pode criminalizar a política, pois fere de morte a democracia. “Há maus políticos e políticos bons, como em todas as atividades. Tem médico bom e tem médico ruim, tem advogado bom e advogado ruim. Por isso, o Tribunal busca ser um parceiro dos gestores, orientando, acompanhando passo a passo a gestão, oferecendo cursos treinamentos tanto na sede, em Teresina, como indo mais ao interior. A punição existe”, finalizou.

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