Circula nos bastidores da política de Porto Piauí a informação de que pessoas ocupantes de cargos comissionados na gestão do prefeito Aluízio Vaz (PT) estariam sendo cooptadas pelo irmão do prefeito de Miguel Alves, identificado como Francisco da Fetraf, em articulação com o prefeito de Nossa Senhora dos Remédios, José Fernando, com o objetivo de direcionar apoio eleitoral a deputados ligados às suas bases nas eleições de 2026. Segundo relatos, tratam-se de servidores com salários considerados expressivos e que, inclusive, ocupam postos de indicação política dentro da administração portuense.
Pessoas próximas ao governo afirmam que Aluízio não pretende tolerar qualquer sinal de deslealdade. O recado interno teria sido dado com clareza e sem espaço para recuo. “Quem contrariar o alinhamento político e administrativo poderá ser exonerado de imediato”, revelou uma fonte.
Aliados citam que prefeitos da região já passaram por situações semelhantes e agiram da mesma forma. Vein da Fetraf, em Miguel Alves, rompeu com Nonato Pereira e foi reeleito. José Fernando, em Nossa Senhora dos Remédios, se afastou até do próprio vice e de membros do PT. Em Campo Largo, Jairo Leitão rompeu com o ex-prefeito Rômulo Aécio e manteve apoio popular.
A avaliação nos bastidores é que, ao agir com firmeza, Aluízio consolida sua autoridade e preserva a unidade da gestão que ainda tem três anos pela frente. “O entendimento é direto, o governo não tem espaço para quem atua com dupla militância, não tem espaço para quem rema contra o projeto municipal”, assegurou uma influente fonte local.

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